Nos últimos dias os moradores de diversos bairros paulistanos se surpreenderam com a notícia da inauguração de 500 "novas" AMAs (sigla para "Assistência Médica Ambulatorial"). Animados, os moradores foram agendar consultas e encontraram uma surpresa: diversos professores desempregados, leitos com quadros negros destruídos na parede, bastante pó de giz e um calor infernal, causado pelas paredes de lata do local.
Ambulatório mesmo, ninguém ainda conseguiu ver. Mas o prefeito afirma que "matou dois coelhos com uma só paulada", explicando que o trabalho foi resultado do fechamento de 500 escolas de lata.
"A população vivia reclamando das escolas de lata, que eu devia fechar e tal. Aí eu venho e fecho, como eles pediram, apesar de eu achar que estavam até boas demais para a população pobre. Como bom gestor, querendo aproveitar o espaço 'liberado', abro vários desses negócios chamados 'ambulatórios' pra eles no lugar, e o que eu ouço no final? Mais reclamações. Assim não dá", reclamava Kassab no melhor estilo FHC de (não) entender o social.
Sem desistir, o prefeito mais famoso da história, conhecido por fantásticos 2,4% da população paulistana, insiste que as obras não são eleitoreiras, e que está apenas cumprindo seu papel. "Vou continuar inaugurando obras sim, oras! Fiquei 3 anos e meio sem fazer nada, e agora não posso nem disfarçar? Peraí, né!", choramingava o prefeito ao ignorar os pedidos da população de mais educação e saúde, enquanto "inaugurava" uma tampa de bueiro nova e distribuía alvarás de funcionamento para camelôs.
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